Fichas de Leitura

Texto 1 Ficha de leitura do texto: ALBARELLO, L. et al. (1997). Práticas e métodos de investigação em Ciências Sociais. Lisboa, Gradiva. Ruquoy, Danielle – Situação de entrevista e estratégia do entrevistador, p. 84-116.

Ao realizarmos uma entrevista temos que ter sempre em atenção sua preparação, logo é um trabalho que requer esforço e dedicação. Normalmente sempre que realizamos uma entrevista é para recolhermos dados sobre um determinado assunto, logo estamos perante uma investigação. Mas existem pontos que temos que ter em atenção:
A escolha da entrevista, porque é uma das formas mas viáveis de recolher dados e temos um contacto directo com os intervenientes
Os dados recolhidos, servem para termos uma base de sustentação para o nosso projecto, pois por meio deles podemos ver as limitações bem como os seus pontos fortes como instituição
Os métodos utilizados, quando realizamos uma entrevista é necessário focarmo-nos em três pontos:

  • Tema da entrevista;
  • Contexto interpessoal;
  • Condições sociais da interacção;

    Primeiro contacto, pode por vezes não ser o esperado, devido a diversos factores, como a diferença de cultura e social, as diferenças de idade, sexo e raça, sendo que as pessoas mais acessíveis são as que estão mais no meio social e cultural do entrevistador de forma a que este e o entrevistado se sintam à vontade durante a entrevista.
    As estratégias a implementar: a entrevista deve estar bem estudada para que o entrevistador domine o guião, para que caso ocorra alguma situação o entrevistador deve estar preparado para dar a volta por cima.
Concluindo, assim a entrevista é importante porque podemos ter uma percepção do que se passa dentro da Instituição ou ate mesmo conhecer o entrevistado.

 

Texto 2 Ficha de leitura do texto: GUERRA, Isabel Carvalho (2002). Fundamentos e processos de uma sociologia da acção : o planeamento em Ciências Sociais. 2.ª ed. Cascais : Principia. A construção de projectos de intervenção, p. 162-174.

Ao construirmos um projecto é necessário ter em mente três aspectos relevantes:

As finalidades consistem na natureza do projecto, é necessário se no início deste seja realizado um diagnóstico para compreender o que é necessário para o projecto.
Os objectivos gerais são as acções que irão ser desenvolvidas no projecto.
Os objectivos específicos são precisamente os pequenos pontinhos que existem dentro de cada objectivo geral.

Em relação ao projecto que estou a desenvolver em grupo com a minha colega Filipa, posso salientar que estes passos acima transcritos são bastante importantes. O nosso objectivo enquanto trabalhos na escola é motivar os alunos do 12º ano a procurem informações sobre cursos do ensino superior , bem como ajuda-lo a conhecerem diferentes instituições.

Assim, os objectivos específicos serão compreender para que áreas e que os alunos estão mais direccionados de forma a puder ajudá-los. No entanto após a definição dos objectivos é necessário a preparação de estratégias a implementar, no nosso caso serão:
Fazer um levantamento das opiniões dos alunos do 12º ano sobre que cursos querem seguir;
Realizar uma amostra de universidades locais sobre as suas ofertas;
Mobilizar um conjunto de fontes de informação e de recursos que possam suportar a intervenção;

Desta forma, um projecto bem organizado com “cabeça, tronco e membros” consiste nas finalidades, objectivos gerais e específicos bem definidos, assim a implementação do projecto poderá ser posta em prática com base nestes requisitos.

 

Ficha de leitura do texto: GUERRA, Isabel Carvalho (2002).Fundamentos e processos de uma sociologia da acção : o planeamento em Ciências Sociais. 2.ª ed. Cascais : Principia. A avaliação de um projecto de intervenção, p. 175-207.

A avaliação e uma ferramenta bastante importante durante o processo do projecto, e porquê? Um projecto não pode ser apenas aplicado sem que existia uma avaliação prévia do que foi realizado, de forma a perceber se o projecto está a seguir os parâmetros e os objectivos pretendidos inicialmente. Porem este é um processo complexo que envolve diversos tipos de avaliação, em primeiro lugar temos a auto-avaliaçao, é feita por quem executa o projecto, em segundo lugar temos avaliação interna, esta é feita por todos os elementos envolvidos no projecto, em terceiro lugar temos a avaliação externa, que é realizada por pessoas que não fazem parte do projecto, e por fim temos a avaliação mista que é a mistura de todas as avaliações.

Referente aos modelos de avaliação podemos destacar cinco: a avaliação experimental que consiste em avaliar diversas situações experimentais, a avaliação por objectivos que visa a forma e a intensidade de como os objectivos foram concretizados; a avaliação orientada para a decisão, os indivíduos devem receber constantemente uma actualização de informações de forma a poderem agir rapidamente quando ocorre algum imprevisto; a avaliação de utilização, isto é, avaliar a parte pratica, e por fim a avaliação múltipla, que consiste nos diversos pontos de vistos que os diferentes indivíduos tem durante o projecto.

Desta forma, posso concluir que o processo de avaliação é bastante complexo pois visa uma constante avaliação de forma a que o produto final esteja de acordo com os objectivos propostas.

 

Texto de Bento Macedo

 

11-10-2012 23:11

    Hoje o tema foi sobre o texto de Bento Macedo, recomendado na sessão anterior. Através do texto podemos constatar que a palavra "projecto" é forte e fundamental, mas que só ganha o verdadeiro significado quando aplicada em determinado contexto e na dinâmica em que o projecto se desencadeia. Num dicionário português de maior divulgação, editado pela Porto Editora, pode ler-se o seguinte: «Plano para a realização de um acto; desígnio; tenção; redacção provisória de uma medida qualquer; esboço; representação gráfica e escrita com orçamento de uma obra que se vai realizar; cometimento na filosofia existencial aquilo para que tende o homem e é construtivo do seu verdadeito; empresa» (Almeida Costa, Sampaio e Melo, 1989, p.1155)

    É pelo facto de a palavra "projecto" ser polissémica, em diversas áreas, que se justifica a necessidade de clarificar este conceito. No texto, esta clarificação e precisão é feita em três níveis: teórico, empírico e operatório. 

    Numa abordagem teórica, esta desenvolve-se em campos como: o filosófico – aqui entende-se projecto como o modo do ser que entra em relação com o tempo futuro e com o espaço a recriar: o projecto constitui-se no modo de ser existir no mundo; em psicologia, a fundamentação assenta na ideia base do pragmatismo, segundo a qual toda a actividade humana tem uma relação com um fim determinado que ela própria define; em sociologia a pluralidade de projectos, a articulação entre projectos individuais e colectivos surge como uma das características da sociedade industrial e pós-industrial.

    Numa abordagem empírica, são distinguidos cindo registos diferentes: situações existenciais; actividades; objectos; organizações; sociedade. As situações existenciais consistem nos “Projectos de Vida” , que são cada vez mais falados e em que a sociedade é cada vez mais incitada, é também um elemento importante de relação do sistema pessoa com outros sistemas da sociedade. Nas actividades, a concepção de projecto já não está ligada  a uma ideia ou período da vida mas a um processo a desenvolver. Aqui a focalização do projecto corresponde aos objectivos e à acção a desenvolver. Quanto ao objecto, a investigação está profundamente ligada à contrução do mesmo. Isto porque, para que haja conhecimento científico, é necessário um projecto para construir um objecto. Quanto às organizações, estas tendem a declarar-se possuidoras de um projecto, mas o modo como o concebem é que define as diferentes dinâmicas organizativas. Nas diferentes correntes, o conceito de projecto surge como algo capaz de definir o caminho a seguir pelos diferentes elementos da organização e as estratégias a optar no sentido de tornar mais coerente e eficiente a acção relativamente aos objectivos que se pretendem atingir. Ao afirmar que a sociedade requer um projecto, está-se automaticamente a rejeitar uma concepção da sociedade como reprodutora de uma ordem ancestral inscrita no seu próprio funcionamento.

    Numa dimensão operatória, a utilização da palavra e do conceito de projecto serve como introdução de uma alteração numa situação, mediante a utilização de dispositivos definidos. O valor operatório transforma esta situação segundo uma estratégia definida.

    No campo da Educação, o conceito projecto aparece em vários contextos: projecto pedagógico, pedagogia de projecto, projecto educativo, projecto de formação de professores, projecto de intervenção cultural, projecto de escolas profissionais, projecto educativo de escola. Autores como Bru e Not referem-se a projecto no campo da educação como concretizador de intenção, algo que define um fim e prevê um certo número de meios para o atingir. Val propõe outra definição, onde são introduzidos outros elementos: gestão do tempo, negociação entre parceiros, avaliação,diferentes “naturezas”, grau de complexidade. Refere ainda que “projecto sendo  o que temos intenção de fazer num futuro mais ou menos longínquo, pode ser de natureza concreta ou intelectual, simples ou complexo,implica uma confrontação,uma negociação permanente entre parceiros.” (1991, p.33)